Ilustração por Weto Sena - fonte: http://weto-sena.blogspot.com/Texto por Ana Marques
Existem algumas máximas que se perpetuam sobre as mulheres e vão se consolidando como clichês e estereótipos.
“Toda mulher tem medo de barata”.
Não é medo, ok? É nojo. Tudo bem. Pode chegar a se tornar um nojo que nos aniquila de tal forma que ficamos paralisadas, entre o desespero profundo e a busca insana de uma forma de sair correndo, mas continua sendo nojo.
“Mulher não sabe dirigir”.
Não vou usar a velha defesa: “mulher dirige mais devagar, é mais contida”, ou usar a famosa saída “até os seguros são mais baratos para nós”. Esse tipo de questão continua a cair no mesmo velho problema: generalização. Algumas de nós dirigem mal, outras dirigem bem. Ponto.
“Toda mulher espera o príncipe encantado”.
Ah... de todas essa é a pior. Entre livros de auto-ajuda ensinando as mulheres a abandonar o culto à Cinderela e palestras edificantes sobre o que fazer enquanto o amor não vem, o mais óbvio não parece vir à tona.
Ninguém nunca notou como todo príncipe – da Disney pelo menos – tem cara de pastel? Assim, pastel de vento. Daqueles que a gente nem se anima a morder porque é só o bafo quente, mas nenhum conteúdo. Nesses contos – Cinderela, Branca de Neve, A Bela Adormecida – o príncipe é meio bobo, cara de sonso, quase parece estar perdido no cenário errado.
Quem realmente está esperando um tipo desses?
Não, o que a gente espera é a promessa que vem com o príncipe: reconhecimento da nossa força, da nossa beleza, da nossa feminilidade, da nossa realeza.
Eu assistia, outro dia, a um episódio de uma série televisiva nacional, dessas que falam de mães modernas. Nele, uma das personagens leva a filha para uma apresentação na escola e, ao chegarem, a professora avisa que o menino que faria o príncipe não tinha vindo. Diante da indignação da mãe por cancelarem a peça, a menina diz “sem o príncipe não dá”. A parte que vem a seguir é absolutamente inspiradora, vou tentar transcrever o mais fielmente possível: a mãe olha a filha nos olhos e diz pausadamente “filha, às vezes o príncipe não vêm, tá? Vai se acostumando. Você é linda”.
Arrasador, não é?
Por isso, mulheres, dêem a si mesmas o merecido reconhecimento da força, beleza, feminilidade e realeza. O que é da gente, ninguém pode nos dar ou tirar, menos ainda um pastel de vento, não é não?
* Publicado originalmente na revista Tablado.
“Toda mulher tem medo de barata”.
Não é medo, ok? É nojo. Tudo bem. Pode chegar a se tornar um nojo que nos aniquila de tal forma que ficamos paralisadas, entre o desespero profundo e a busca insana de uma forma de sair correndo, mas continua sendo nojo.
“Mulher não sabe dirigir”.
Não vou usar a velha defesa: “mulher dirige mais devagar, é mais contida”, ou usar a famosa saída “até os seguros são mais baratos para nós”. Esse tipo de questão continua a cair no mesmo velho problema: generalização. Algumas de nós dirigem mal, outras dirigem bem. Ponto.
“Toda mulher espera o príncipe encantado”.
Ah... de todas essa é a pior. Entre livros de auto-ajuda ensinando as mulheres a abandonar o culto à Cinderela e palestras edificantes sobre o que fazer enquanto o amor não vem, o mais óbvio não parece vir à tona.
Ninguém nunca notou como todo príncipe – da Disney pelo menos – tem cara de pastel? Assim, pastel de vento. Daqueles que a gente nem se anima a morder porque é só o bafo quente, mas nenhum conteúdo. Nesses contos – Cinderela, Branca de Neve, A Bela Adormecida – o príncipe é meio bobo, cara de sonso, quase parece estar perdido no cenário errado.
Quem realmente está esperando um tipo desses?
Não, o que a gente espera é a promessa que vem com o príncipe: reconhecimento da nossa força, da nossa beleza, da nossa feminilidade, da nossa realeza.
Eu assistia, outro dia, a um episódio de uma série televisiva nacional, dessas que falam de mães modernas. Nele, uma das personagens leva a filha para uma apresentação na escola e, ao chegarem, a professora avisa que o menino que faria o príncipe não tinha vindo. Diante da indignação da mãe por cancelarem a peça, a menina diz “sem o príncipe não dá”. A parte que vem a seguir é absolutamente inspiradora, vou tentar transcrever o mais fielmente possível: a mãe olha a filha nos olhos e diz pausadamente “filha, às vezes o príncipe não vêm, tá? Vai se acostumando. Você é linda”.
Arrasador, não é?
Por isso, mulheres, dêem a si mesmas o merecido reconhecimento da força, beleza, feminilidade e realeza. O que é da gente, ninguém pode nos dar ou tirar, menos ainda um pastel de vento, não é não?
* Publicado originalmente na revista Tablado.

1 comentários:
Mãe, amei os seus textos, bem legais, eu acho que mais gente deveria ler, já que são realmente muito bons e de um certo jeito fazem-nos pensar sobre como andamos nos comportando e como andamos nos portando diante de situações comuns do dia-a-dia e que sem nós percebemos exigem que nós tome-mos a liderança, mais algumas não se tocam disso, né?
Bom, uma coisa eu tenho certeza, logo logo muito mais mulheres estarão lendo seus textos e você vai com certeza se tornar uma ótima Bruxa Feminista!
Meus parabéns, seu Blog está ótimo!
Continue assim, milhões de beijos e Boa Sorte!
Te Amo!
Ayla Airani Pinto
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